terça-feira, 18 de novembro de 2014

RESUMO DO CADERNO V
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA
            Quando nos referimos à gestão democrática na escola, temos a sensação de ser uma proposta recente, mas esta proposta não é mais tão nova, já que a Constituição de 1988 prescreve a LDB de 1996 regulamentou a gestão democrática, como um dos princípios fundamentais da educação ao lado de outros seis princípios: igualdade, liberdade, pluralismo, gratuidade e valorização dos profissionais da educação.
            Sabemos que não basta criar uma lei para garantir efetivamente uma  escola democrática, pois a mesma requer o engajamento e a participação efetiva de toda a comunidade escolar. Saber dialogar e valorizar as diferenças, garantir a liberdade de expressão.
            A eleição de diretores entra na perspectiva de uma educação democrática, que teve o seus primeiros manifestos na década de 1980, sob a influência do processo de redemocratização do país saído da ditadura. Inicialmente, gira em torno do cargo de direção por pressão da escola e da sociedade em estados nos quais os diretores eram indicados pelo poder político.
            Embora a eleição para diretores seja um passo importante, mas ela por só não garante a gestão democrática. Depende muito mais da disposição de todos que trabalham na escola para conversar sobre os problemas cotidianos.
            No processo de democratização, o Conselho Escolar, anda junto com a gestão democrática. O mesmo deve ser formado por todos que fazem parte da escola, por meio de seus representantes.
            Surgido na década de 1870, inicialmente em caráter consultivo, e na década seguinte como deliberativo.  A composição do CE, não define a democracia, mas sim o processo de como as decisões são tomadas. Decisões na qual o representante de cada segmento escolar, expõe a vontade e pensamento de seus representados e não a opinião particular.   
             Além do CE, o Grêmio Estudantil pode contribuir para o processo de democratização das tomadas de decisões. A instituição e o seu funcionamento são definidas na legislação federal específica (Lei 7.398, de 04/11/1985, e Lei 8.069, de 13/ 07/1990).
            A contribuição do Grêmio Estudantil, para a democratização da escola, nem sempre acontece, seja porque ele nem se quer é instituído, seja porque é muitas vezes reduzido a órgão de promoção de eventos.
            A composição do Grêmio deve ser organizada por eleições internas, com candidaturas para as funções diretivas, e que se propunha desempenhar papel ativo nas decisões coletivas da escola, desenvolvendo o protagonismo juvenil de natureza crítica.
            A gestão democrática, só poderá ser efetivada plenamente, se a escola tiver autonomia para de autodirigir-se aos vários aspectos e dimensões que a constituem o que inclui desde a concepção de educação, que pretende tomar como orientação para educar seus alunos até discussões corriqueiras, inclusive na gestão financeira.
            O Projeto Político Pedagógico deve ser entendido como uma tomada de posição e um consenso possível da comunidade escolar, sobre o que se deve fazer para se formar os indivíduos, que está comunidade crê que devam formar na escola.  Garantindo a ampla participação da comunidade na discussão, na execução e na avaliação deste projeto, se for assegurada a autonomia de livre manifesto das deferentes categorias que compõe a escola e se for resultado de decisão do colegiado representativo da comunidade.

            Para que a educação democrática seja efetivada, a participação de todos envolvidos e entorno da comunidade escolar tenham voz ativa na tomada de decisões e que órgãos que fazem parte da escola, deixem de ser meramente figurativos, para fins burocráticos.

Professoras 
 Andréia Hoch e Carla kussler

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Avaliação no Ensino Médio

SISMÉDIO – Resumo sobre o Caderno VI
“Avaliação no Ensino Médio”

O Caderno VI nos apresenta a temática da avaliação educacional no contexto do Ensino Médio. A avaliação está integrada ao Plano Político Pedagógico e consequentemente as práticas escolares.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, a “avaliação da aprendizagem, como diagnóstica preliminar, é entendida como processo de caráter formativo, permanente e cumulativo”. É assim que a avaliação deve ser compreendida e aplicada nas escolas pelos seus respectivos protagonistas.
Estudantes e professores são sujeitos históricos e de direitos, participantes ativos em sua diversidade e singularidade. Todos os envolvidos no processo avaliativo (alunos, professores,...) precisam saber os objetivos, os critérios, o que, o motivo da avaliação, quem será avaliado, por quem e quando será avaliado. O resultado da avaliação deve ser trabalhado no sentido de despertar um olhar crítico, de análise e reflexão para superar as dificuldades e melhorar as práticas.
A temática é ampla e existem três grandes dimensões básicas de avaliação, que apesar de diferentes, estão articuladas: a avaliação da aprendizagem (visa à promoção, aceleração e classificação, tem caráter educativo), a avaliação institucional (avaliação da proposta curricular, das atividades didáticas e pedagógicas, é desenvolvida com a participação dos alunos, pais, funcionários, professores e gestores) e a avaliação externa (avaliações em larga escala organizadas por instituições educativas que medem a qualidade do ensino: SAEB, ENEM, IDEB).
            A avaliação institucional possibilita a articulação entre os resultados internos e externos da escola. Ela deve ser formativa, democrática, participativa, global, contínua, integrativa, processual, qualitativa, flexível, legítima, institucionalizada.


Professora Lidiane Dinnebier

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Resumo do caderno IV



Áreas de conhecimento e integração curricular


                O conhecimento há tempos tratava todas as áreas como um conjunto unitário e necessário para dar um sentido de totalidade, relacionando-se entre si. Com o passar do tempo, a necessidade de informações mais precisas e especializadas diferenciavam os conhecimentos em áreas separadas, em disciplinas, que se distanciaram da realidade humana.
                Percebe-se novamente que as disciplinas, ao mesmo tempo em que são específicas, podem ser reagrupadas em torno de uma unidade, formando as “áreas de conhecimento”. Conforme as novas Diretrizes Curriculares de Nacionais para o Ensino Médio, reagruparam as disciplinas nas áreas das Linguagens (língua portuguesa e estrangeira, artes e educação física) Matemática, Ciências da Natureza (biologia, física e química) e Ciências Humanas (geografia, história, filosofia e sociologia). Sugere-se que estas áreas contextualizam os conteúdos escolares, porém sem abandonar a especificidade e cair na espontaneidade e cotidianidade. O trabalho, a ciência e as tecnologias e a cultura deverão ser o eixo integrador entre as novas áreas do conhecimento.
        O currículo integrado organiza o conhecimento e desenvolve o processo de ensino-aprendizagem, de forma que os conceitos sejam aprendidos como sistema de relações de uma totalidade concreta, que se pretende explicar e compreender.
              O processo de ensino-aprendizagem contextualizado é um importante meio de estimular a curiosidade e fortalecer a confiança do educando, contribuir para a autonomia intelectual e compreensão de soluções para questões teóricas e práticas. Uma proposta estruturada em torno desses eixos deve comprometer também na intervenção e melhoria da realidade social, econômica e cultural da região em que a escola está inserida.

  

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Caderno III - O Currículo do Ensino Médio, seus sujeitos e o desafio da formação humana integral

Após estudo do caderno e leitura e discussão das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, consideramos:
-O currículo do EM deve ter seu foco principal no conhecimento científico, estabelecendo relações entre o contexto local, onde a escola e todos os seus atores estão inseridos, e a sociedade global, desenvolvendo um projeto educativo que leve à reflexão e à crítica.
-O currículo deve ser elaborado coletivamente, orientando-se pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, articulando o trabalho escolar com as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura. Significa compreender o trabalho como princípio educativo, posto ser por meio do trabalho que se pode perceber o processo histórico de produção científica e tecnológica, bem como o desenvolvimento e a apropriação social desses conhecimentos para a transformação das condições naturais da vida e da ampliação das capacidades, das potencialidades e dos sentidos humanos.
-A partir das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM), é possível traçar um novo caminho para esta etapa da educação básica, que, ao não desassociar a cultura da ciência e do trabalho, possibilita aos estudantes compreendem que os conhecimentos e os valores característicos de um tempo histórico e de um grupo social trazem a marca das razões, dos problemas, das necessidades e das possibilidades que orientaram o desenvolvimento dos meios e das relações sociais e de produção.
-Ao mesmo tempo que entendemos que o currículo deve ser organizado a partir da centralidade do conhecimento, devemos nos questionar se é possível enfrentarmos os limites da fragmentação do saber e da hierarquização entre as disciplinas.
-As DCNEM apontam a pesquisa como princípio pedagógico, a fim de contribuir com a edificação da autonomia intelectual dos sujeitos.
-Integrar os conhecimentos do currículo com atividades do interesse do aluno contribui para atribuir novos sentidos à experiência escolar e consolida a formação humana integral.
-Defender a formação humana integral é entender que vivemos numa sociedade marcada por práticas sociais injustas e excludentes e uma educação escolar assentada na dominação e no controle sobre os indivíduos, realidade esta que precisa ser ultrapassada, pensando uma educação voltada para a emancipação do ser.
-É necessário avançar para um currículo plural e inclusivo, que apresente uma perspectiva multi e intercultural e abra espaço para que diferentes etnias, gêneros, faixas etárias e necessidades de aprendizagem sejam efetivamente contempladas, partindo para uma prática consciente e comprometida com a humanização do ser, não pelo senso comum, mas pelo conhecimento científico.
-Desafio: implementar um currículo que seja inclusivo e intercultural, supere o dualismo entre formação geral e formação profissional, proporcione um caminho formativo motivador, tanto pela integração entre trabalho, cultura, ciência e tecnologia, como pela prospecção de um futuro melhor.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Caderno de estudos II

A partir do Caderno de estudos II, nosso grupo de professores sentiu a necessidade de conhecer melhor o aluno de Ensino Médio de nossa escola. Apesar de sermos uma escola pequena, onde praticamente não temos problemas de relacionamento com nossos alunos, nos perguntamos: quem é, realmente, o nosso aluno? Conhecemos seus sonhos, seu projeto de futuro? Nós contribuímos para construir esse projeto? O aluno conhece as expectativas dos professores em relação ao seu desempenho? O professor conhece as expectativas do aluno a partir do trabalho específico de sua disciplina? Como o adolescente se sente em relação ao mundo virtual? Como ele pensa família, escola, sociedade, política, religião...?
Assim, realizamos todas as atividades propostas nas atividades "Reflexão e Ação", sob a coordenação de nosso professor orientador.
 A carta que enviamos aos alunos foi encaminhada ao posto de correio que funciona junto à nossa escola, onde os alunos a retiraram. Os professores lançaram aos alunos o desafio: Que tal vocês responderem a nossa carta?
A partir das atividades do texto 1 e 3, fizemos um vídeo com os principais depoimentos dos alunos e professores.
O resultado de cada trabalho será considerado pelos professores cursistas através de um comentário desta postagem.
 SisMédio - Reflexão e Ação - atividade 1 - caderno 2
-O que, para você, é escola?
-O que você espera da escola?
-Para você, como seria:
.a escoal ideal
.o professor ideal
.o aluno ideal
.a direção ideal
.a direção ideal
.as aulas ideais
-Quais são suas maiores dificuldades na escola? O que você acha que deveria ser feito para superar essas dificuldades?
-Qual é a função/papel dos professores, funcionários, direção, alunos e pais?
-Quais são seus planos para o futuro? O que pretende fazer para concretizá-los?
-Quais são os teus medos?
-Quais são as tuas alegrias?
-Quem são os teus ídolos? Por quê?
-Se você pudesse gritar algo para o mundo inteiro ouvir e entender, o que seria?

Reflexões a partir do caderno I

A partir do estudo do caderno I da formação de professores do Ensino Médio, consideramos:
#As dificuldades em decorrência de um projeto tardio para a educação pública no país, especialmente para o Ensino Médio (EM). A universalização do EM é recente - Emenda Constitucional nº 59/2009 (entre 4 e 17 anos), inclusive respondendo à pressões internacionais.
#Necessidade de uma melhor escolarização em virtude das novas exigências de mercado e da compreensão de si, do outro e das relações entre ambos (humanização).
#Altos índices de jovens fora da escola, ocorrendo uma juvenilização do EJA( educação de Jovens e Adultos).
#O problema maior é encontrado entre jovens de famílias de baixa escolaridade e renda e grupos socialmente marginalizados.
#Reconhecer o adolescente de EM como um sujeito de direitos jurídicos, em idade vulnerável, necessitando de prioridade absoluta, conforme princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Daí, a necessidade de desenvolver neste adolescente atitudes de protagonismo juvenil.
#A escola de EM necessita de políticas públicas e investimentos significativos para atender a população que pretende abranger.
#O aluno de EM precisa aprender em sintonia com o mundo em que vive, democratizando para isso o acesso às novas tecnologias, entendendo seu uso pedagógico, que podem contribuir para a apropriação do conhecimento e o desenvolvimento de um espírito crítico.
#Velho problema: EM de formação geral ou de formação profissional? Ainda não há um ponto de equilíbrio, pois o trabalhador é, acima de tudo, um cidadão. E cidadania também precisa ser formada, principalmente na escola de EM.
#Desafios: currículo, formação de professores para essa demanda, condições de trabalho adequadas (físicas, pedagógicas e financeiras), estrutura da escola e gestão democrática, entendendo-a conforme LDB(Lei de Diretrizes e Bases): pedagógica, financeira e administrativa.
##Portanto, a escola como um todo e a de EM em específico, precisa mudar e assumir o seu papel de instituição que tem compromisso social com o ser humano total, reflexivo e cidadão.
Perguntamos: Estamos preparados para isso?

"A formulação de uma pergunta é quase sempre mais produtiva do que a posse de uma resposta"Albert Eisntein

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Para refletir...

"Para conhecer aquilo que você não conhece,
você precisa IR aonde não esteve,
VER o que ainda não viu,
FAZER o que ainda não fez
e SER o que ainda não foi." (Mary O'Neill)

Grupo do SisMédio da Marcolino Pedroso

O grupo de professores do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Marcolino Pedroso que participam da formação do SisMédio criaram este blog para postar os resultados de suas atividades "Reflexão e Ação".