Após estudo do caderno e leitura e discussão das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, consideramos:
-O currículo do EM deve ter seu foco principal no conhecimento científico, estabelecendo relações entre o contexto local, onde a escola e todos os seus atores estão inseridos, e a sociedade global, desenvolvendo um projeto educativo que leve à reflexão e à crítica.
-O currículo deve ser elaborado coletivamente, orientando-se pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, articulando o trabalho escolar com as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura. Significa compreender o trabalho como princípio educativo, posto ser por meio do trabalho que se pode perceber o processo histórico de produção científica e tecnológica, bem como o desenvolvimento e a apropriação social desses conhecimentos para a transformação das condições naturais da vida e da ampliação das capacidades, das potencialidades e dos sentidos humanos.
-A partir das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM), é possível traçar um novo caminho para esta etapa da educação básica, que, ao não desassociar a cultura da ciência e do trabalho, possibilita aos estudantes compreendem que os conhecimentos e os valores característicos de um tempo histórico e de um grupo social trazem a marca das razões, dos problemas, das necessidades e das possibilidades que orientaram o desenvolvimento dos meios e das relações sociais e de produção.
-Ao mesmo tempo que entendemos que o currículo deve ser organizado a partir da centralidade do conhecimento, devemos nos questionar se é possível enfrentarmos os limites da fragmentação do saber e da hierarquização entre as disciplinas.
-As DCNEM apontam a pesquisa como princípio pedagógico, a fim de contribuir com a edificação da autonomia intelectual dos sujeitos.
-Integrar os conhecimentos do currículo com atividades do interesse do aluno contribui para atribuir novos sentidos à experiência escolar e consolida a formação humana integral.
-Defender a formação humana integral é entender que vivemos numa sociedade marcada por práticas sociais injustas e excludentes e uma educação escolar assentada na dominação e no controle sobre os indivíduos, realidade esta que precisa ser ultrapassada, pensando uma educação voltada para a emancipação do ser.
-É necessário avançar para um currículo plural e inclusivo, que apresente uma perspectiva multi e intercultural e abra espaço para que diferentes etnias, gêneros, faixas etárias e necessidades de aprendizagem sejam efetivamente contempladas, partindo para uma prática consciente e comprometida com a humanização do ser, não pelo senso comum, mas pelo conhecimento científico.
-Desafio: implementar um currículo que seja inclusivo e intercultural, supere o dualismo entre formação geral e formação profissional, proporcione um caminho formativo motivador, tanto pela integração entre trabalho, cultura, ciência e tecnologia, como pela prospecção de um futuro melhor.
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