Áreas de conhecimento e integração curricular
O conhecimento
há tempos tratava todas as áreas como um conjunto unitário e necessário para
dar um sentido de totalidade, relacionando-se entre si. Com o passar do tempo,
a necessidade de informações mais precisas e especializadas diferenciavam os
conhecimentos em áreas separadas, em disciplinas, que se distanciaram da
realidade humana.
Percebe-se
novamente que as disciplinas, ao mesmo tempo em que são específicas, podem ser
reagrupadas em torno de uma unidade, formando as “áreas de conhecimento”.
Conforme as novas Diretrizes Curriculares de Nacionais para o Ensino Médio, reagruparam as disciplinas nas áreas das Linguagens (língua portuguesa e estrangeira,
artes e educação física) Matemática, Ciências da Natureza (biologia, física e
química) e Ciências Humanas (geografia, história, filosofia e sociologia).
Sugere-se que estas áreas contextualizam os conteúdos escolares, porém sem
abandonar a especificidade e cair na espontaneidade e cotidianidade. O
trabalho, a ciência e as tecnologias e a cultura deverão ser o eixo integrador
entre as novas áreas do conhecimento.
O
currículo integrado organiza o conhecimento e desenvolve o processo de
ensino-aprendizagem, de forma que os conceitos sejam aprendidos como sistema de
relações de uma totalidade concreta, que se pretende explicar e compreender.
O
processo de ensino-aprendizagem contextualizado é um importante meio de
estimular a curiosidade e fortalecer a confiança do educando, contribuir para a
autonomia intelectual e compreensão de soluções para questões teóricas e
práticas. Uma proposta estruturada em torno desses eixos deve comprometer
também na intervenção e melhoria da realidade social, econômica e cultural da
região em que a escola está inserida.