A partir do estudo do caderno I da formação de professores do Ensino Médio, consideramos:
#As dificuldades em decorrência de um projeto tardio para a educação pública no país, especialmente para o Ensino Médio (EM). A universalização do EM é recente - Emenda Constitucional nº 59/2009 (entre 4 e 17 anos), inclusive respondendo à pressões internacionais.
#Necessidade de uma melhor escolarização em virtude das novas exigências de mercado e da compreensão de si, do outro e das relações entre ambos (humanização).
#Altos índices de jovens fora da escola, ocorrendo uma juvenilização do EJA( educação de Jovens e Adultos).
#O problema maior é encontrado entre jovens de famílias de baixa escolaridade e renda e grupos socialmente marginalizados.
#Reconhecer o adolescente de EM como um sujeito de direitos jurídicos, em idade vulnerável, necessitando de prioridade absoluta, conforme princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Daí, a necessidade de desenvolver neste adolescente atitudes de protagonismo juvenil.
#A escola de EM necessita de políticas públicas e investimentos significativos para atender a população que pretende abranger.
#O aluno de EM precisa aprender em sintonia com o mundo em que vive, democratizando para isso o acesso às novas tecnologias, entendendo seu uso pedagógico, que podem contribuir para a apropriação do conhecimento e o desenvolvimento de um espírito crítico.
#Velho problema: EM de formação geral ou de formação profissional? Ainda não há um ponto de equilíbrio, pois o trabalhador é, acima de tudo, um cidadão. E cidadania também precisa ser formada, principalmente na escola de EM.
#Desafios: currículo, formação de professores para essa demanda, condições de trabalho adequadas (físicas, pedagógicas e financeiras), estrutura da escola e gestão democrática, entendendo-a conforme LDB(Lei de Diretrizes e Bases): pedagógica, financeira e administrativa.
##Portanto, a escola como um todo e a de EM em específico, precisa mudar e assumir o seu papel de instituição que tem compromisso social com o ser humano total, reflexivo e cidadão.
Perguntamos: Estamos preparados para isso?
"A formulação de uma pergunta é quase sempre mais produtiva do que a posse de uma resposta"Albert Eisntein
A resposta para questão "Estamos preparados para isso?" é difícil de ser formulada e ainda exige que façamos uma outra pergunta. Estamos dispostos a mudar? Caso a resposta seja um "sim" tudo fica mais claro, pois pessoas que estão dispostas a mudanças vão em busca de propostas que se adaptam ao modelo pretendido.
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